A doença chamada OBESIDADE!

Atualizado: 15 de fev.


A obesidade por muitas vezes foi e é tratada como uma situação estética, porém o que nem sempre é dito é que na verdade se trata de uma doença crônica.


A obesidade, apesar de nem sempre se manifestar com alterações em exames laboratoriais, aumenta significativamente o risco de doenças como infarto, AVC, tromboses, etc.


À cada ano que passa os estudos mostram um aumento no número de obesos no Brasil, sendo um problema não apenas individualizado, mas também de saúde pública, já que a obesidade pode ser o fator desencadeante de diversas outras patologias, como hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias, hipogonadismo, apnéia do sono, esteatose hepática, entre outras.


Está última doença citada, a esteatose hepática, que é o acúmulo de gordura em órgãos como o fígado, pode conviver silenciosamente com o paciente e trazendo sintomas ou alterações laboratoriais quando já em estado grave, podendo levar por exemplo a uma cirrose não alcoólica.


Nos últimos dois anos, em meio à pandemia de Covid-19, fica cada vez mais evidente a enorme quantidade de complicações que o excesso de peso pode acarretar em pacientes infectados pelo coronavírus. Sendo assim um fator agravante para desfechos muitas vezes graves ou fatais da doença.


Por isso a obesidade não deve ser encarada apenas pela visão estética e busca por aceitação. É uma doença crônica e como toda doença crônica, o tratamento deve ser encarado como algo à longo prazo. E para que isso ocorra é importante que haja acompanhamento adequado.






O acompanhamento deve envolver desde alimentação ajustada para perda de peso havendo um déficit calórico, ou seja, consumo de calorias inferior ao gasto energético. Exercícios (musculação e aeróbicos) regulares, apoio psicológico, sono adequado, avaliação hormonal e remédios quando necessário. Visto isso é possível observar que é uma doença que envolve diversos profissionais: médicos, psicólogos, profissionais de educação física e nutricionistas.


O uso de medicações por muitas vezes se faz necessário, sendo importante o diálogo constante do paciente com o médico para a escolha e acompanhamento, buscando efetividade e mínimos efeitos colaterais.


Lembrando que por vezes é preciso também medicações para tratar as doencas associadas, porém com a perda de peso e as mudanças de hábito é possível reduzir as doses e em alguns casos alcançar controle mesmo sem remédios.


O exercício físico deve ser introduzido com cautela já que o paciente obeso também possui maior risco de lesões ortopédicas, sendo muito comum casos de tendinites, lesões articulares e osteoartrose precoce. Apesar da cautela agrega muito no tratamento do paciente, facilitando a perda de peso, evitando o reganho de peso após interrupção de medicações, além de proporcionar ao paciente melhora de bem estar, disposição e sono.


O lado emocional também é importantíssimo sendo comum distúrbios psicológicos concomitantes à obesidade como transtornos de ansiedade e pânico e depressão, além da associação do alimento ao conforto e recompensa.


A obesidade é uma doença complexa que merece maior atenção do médico de qualquer especialidade. Mas com tratamento adequado, respeitando a individualidade de cada um, pode proporcionar benefícios físicos e emocionais que mudam a vida dos pacientes, tenho impacto muitas vezes além do próprio paciente, bem como nos familiares e pessoas do convívio.


❌Não deixe sua saúde para depois...






Agende já sua consulta médica com o nosso Nutrólogo Dr. Renato Sardinha!!



Gostou? Comenta aqui nos comentários 👇.

.

.

.

Fale conosco

📲 (17) 981291021


Botão Whatsapp 001.png