A melhor remédio para emagrecer!

Atualizado: 15 de fev.




Para a imensa maioria das pessoas, o processo de emagrecimento pode ser um desafio que exige alguns sacrifícios e muita disciplina. Porém, apenas a força de vontade nem sempre é o suficiente. Quando há muita dificuldade para perda de peso, os pacientes com obesidade ou com algum problema de saúde decorrente causado pelo sobrepeso podem ser necessárias medicações para auxiliar no tratamento.


Logicamente o uso de determinadas medicações deve ser feito com acompanhamento médico e por aqueles que realmente precisam do tratamento: ou seja, evitar o uso destas medicações caso queira perder aqueles quatro ou 5 quilinhos a mais adquiridos durante a pandemia. É preciso, porém, ter cuidado para não cair em mitos que circulam em abundância na internet e geram medos exagerados em relação aos remédios.


Hoje existem diversas formas de tratamentos indicados para o controle de peso, como por exemplo a sibutramina, a liraglutida, a semaglutida e o orlistate. Alguns deles atuam diminuindo o apetite, outros aumentando a saciedade, outros diminuindo a absorção de gordura.


Existem também medicações que não foram desenvolvidas para o tratamento da obesidade, mas que devido a seus efeitos colaterais que geram diminuição de apetite, melhora de sensibilidade à insulina, entre outros mecanismos de ação, podem ser usados para seguimento.


A visão de que o uso é indicado apenas para auxiliar no emagrecimento de pessoas obesas ou com um sobrepeso com outras patologias associadas (como dores na coluna, joelhos, diabetes ou colesterol) deve ser revista, visto que é mais interessante intervir antes de surgirem tais problemas.






Mas enfim, qual o melhor remédio para emagrecer?


Baseado em estudos clínicos, segurança e perda efetiva de peso, talvez a resposta seja simples: semaglutida, conhecido por Ozempic. A medicação funciona provocando aumento de saciedade do paciente, podendo gerar uma perda de até 15% de peso em pouco tempo. Mas nem tudo são flores, além do desconforto da aplicação (é usada através de injeções semanais subcutâneas), há também um problema que dificulta o uso por maior parte dos pacientes: o preço, que é bem salgado.


Apesar de ser considerada a medicação mais efetiva hoje, pode não ser a melhor para determinado perfil de paciente, pois assim como todo remédio, possui efeitos colaterais e riscos que devem ser avaliados se valem a pena.


O tempo de uso também deve ser levado em conta, sendo necessário sempre orientar o paciente que o tratamento de obesidade é prolongado e a retirada súbita de medicações podem levar a um reganho de peso.


E o mais importante salientar é a necessidade do tratamento não ser voltado apenas para o uso de medicações. É necessária uma reeducação alimentar associada a exercícios físicos até mesmo para evitar que o paciente entre no indesejado efeito sanfona.


A maioria das medicações para tratamento da obesidade não levam ao vicio, porém algumas podem sim causar uma dependência física e psicológica. Chás e capsulas emagrecedoras que prometem milagres não existem, por isso fuja de profissionais com promessas desse tipo.


O auxilio de um endocrinologista, nutrólogo, nutricionista podem ser de extrema importância para alcançar a perda de peso e a manutenção posterior. O melhor remédio, nem sempre é o melhor para você.







2º mito: os remédios emagrecem por si só


As medicações podem ser uma ajuda valiosa para as pessoas que possuem dificuldades para perder peso, mas elas não fazem milagre. “O uso precisa ser atrelado à prática de atividade física e mudanças de dieta ou é pouco efetivo”, explica Thiago.


Ele aponta que pessoas que utilizam o remédio e fazem mudanças na rotina costumam ter resultados mais eficientes e duradouros em relação aqueles que enxergam a medicação como uma pílula mágica.


3º mito: existem fórmulas milagrosas


Se o orlistate, a sibutramina e a liraglutida podem ser aliados com a devida prescrição médica, o mesmo não se pode dizer das pílulas e shakes milagrosos que prometem secar a barriga.

“O que tem na internet de milagroso, via de regra, é golpe. São fórmulas mágicas com vários compostos sem nenhuma evidência científica e que podem, inclusive, gerar riscos à saúde. Em geral, medicações para obesidade não precisam ser formuladas”, alerta Thiago.


4º mito: remédios emagrecedores viciam


Uma das maiores preocupações quanto a remédios para perda de peso é de que eles gerariam algum tipo de dependência química. No caso dos remédios autorizados no país e devidamente prescritos por um médico, não há nenhum indício de que eles viciem.


Segundo a endocrinologista Rafaela Fontenele, o que acontece é que algumas pessoas voltam a ganhar peso quando param a medicação, criando uma falsa sensação de que o corpo teria “viciado” no remédio, e até mesmo preferem seguir com o uso para tentar manter o número na balança.


Isso faz com que muitas pessoas acreditem que, caso comecem a tomar medicação, teriam que aderi-la para o resto da vida, o que é uma mentira. Por isso mesmo, o acompanhamento profissional é tão importante.


De acordo com os especialistas, há alguns casos, principalmente em pessoas que perderam grandes quantidades de peso, em que o uso pode ser prolongado, já que o esforço necessário para manter-se em forma é muito grande, mas eles são uma exceção. “A maioria das pessoas ficam com o remédio até se engajarem na dieta e nas atividades, a partir daí ele vai sendo retirado aos poucos", conta a Dra. Rafaella.






5º mito: remédio causa 'efeito sanfona'


Na mesma linha do falso vício, os remédios de emagrecimento também ganharam fama de vilão do 'efeito sanfona', já que uma das maiores preocupações é a de que a pessoa recupere o peso caso interrompa a medicação.


Isso realmente pode acontecer, mas não por causa do remédio. “Na natureza, quando um animal perde peso, ele geralmente está próximo da morte de alguma forma. O corpo humano também interpreta o emagrecimento como um sinal de perigo e se encarrega de recuperar a gordura perdida assim que possível”, explica o Dr. Thiago.


A retomada, porém, é uma tendência humana e acontece também em caso de dietas restritivas sem o uso de medicamentos, conforme explica a Dra. Rafaela: “O que acontece é que a pessoa não muda o estilo de vida, mas mesmo que mude, ela ainda pode recuperar o peso, porque isso faz parte do processo metabólico”.


Para evitar a flutuação de peso, é importante que haja um acompanhamento constante de profissionais como endocrinologistas, nutricionistas e preparadores físicos. Uma equipe multidisciplinar pode ajudar a estabelecer um programa que reduza a volta do peso.


6º mito: emagrecer com remédios não é saudável


Muita gente acredita que o uso de remédios para emagrecer pode trazer malefícios ao organismo e que saudável mesmo é perder peso apenas com dieta e exercícios.


A situação, porém, não é tão simples, já que envolve questões genéticas e até mesmo psicológicas como a compulsão alimentar.


Segundo a endocrinologista Rafaela Fontenele, essa crença é fruto de uma visão rasa, e até preconceituosa, sobre o que é a obesidade. “Algumas pessoas têm mais dificuldade em perder peso por questões fisiológicas. Muitas pessoas emagrecem aderindo a dietas malucas e isso é muito mais perigoso do que uma medicação bem orientada.”


O mito, no entanto, vira verdade quando se fala no uso inadequado das medicações. Sem o acompanhamento médico, as substâncias podem agravar crises de ansiedade, reduzir a absorção de nutrientes e aumentar riscos cardiovasculares em quem possui pré-disposição.


"Seu amigo que te arruma uma receita de fundo de quintal atua muito mais como um traficante do que como alguém que quer te ajudar, porque ele está te dando acesso a uma medicação sem conhecer os danos que ela pode ter para você", alerta Thiago.


Procure um profissional qualificado para te ajudar, agende sua consulta com o nosso Dr Renato Sardinha - Nutrólogo






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